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Thunderbolts - Os novos vingadores

Thunderbolts - Os novos vingadores

Desde o épico Vingadores Ultimato é tão raro a Marvel acertar que quando isso acontece, temos que alardear pra todo mundo; e, olha, com o Thunderbolts* o acerto foi tão grande quanto inesperado!

Não que uma empresa desse porte gaste 180 milhões de dólares num filme esperando fracassar, óbvio que não; mas óbvio também que esse não era nem de longe a maior esperança de sucesso da produtora em vista de outras produções. Imagina, uma reunião de vilões de 3ª classe da Marvel, que se juntam tentando sobreviver quando nem o público mais ligava pra o que tinha acontecido com eles. Tem como isso dar certo? Pois, por incrível que pareça – e para minha própria surpresa – deu!

A irmã de Natasha Romanoff, o Capitão América substituto (que só deu as caras na série Falcão e o Soldado Invernal), e a Fantasma (vilã esquecida do segundo filme do Homem-Formiga). Como diz a própria Valentina Allegra de Fontaine (que os havia contratado), vivida brilhantemente por Julia Louis-Dreyfus, “patéticos”. O problema é que quando passa a ser investigada por seus crimes, ela precisa se livrar das provas que incluem esse seleto grupo de incompetentes bandidos, que são, então, obrigados a unir-se em sua mediocridade em busca da sobrevivência, para descobrir que, sim, eles podiam ser melhores do que já haviam mostrado e ter seu lugarzinho ao sol dos grandes heróis.

Claro, faltava-lhes a liderança de um grande herói, um Vingador, como nosso querido Bucky Barnes, ou Soldado Invernal; além do alívio cômico dado pelo inesquecível Guardião Vermelho, o projeto soviético de Capitão América, vivido pelo super carismático David Harbour. Pronto! A nova equipe está formada, pronta para o que der e vier e você está pensando que parece a história de Esquadrão Suicida, da DC. Bem, não parece; é a mesma história, mas infinitamente melhor executada.

Primeiramente, a história é mais coesa. Segundo, o grupo é mais enxuto, o que permitiu se aprofundar melhor nos personagens (além do fato de já terem sido apresentados previamente em outras obras). Terceiro, uma dosagem correta de humor, drama e ação. E finalmente, uma saída de temas óbvios do gênero, pois nossos novos heróis aqui são pessoas atormentadas, infelizes, que claramente buscam os holofotes dos protagonistas da Marvel e fazem dessas questões emocionais uma arma em potencial para vencer um perigo que eles jamais seriam capazes de vencer nos moldes clássicos.

Aliás, é interessante ver como a Marvel abraçou essa metalinguagem em sua nova obra, não é mesmo? Nós (público) sentimos falta dos Vingadores? E será que o mundo ficcional que eles criaram não sente também? Por que não abraçar isso? Por que não trazer essa questão para as telas? Sendo justo, eles até fizeram em alguns momentos, mas creio que em Thunderbolts* foi quando esse questionamento se tornou mais cristalino. Ah, e sim, no filme será explicado por que o asterisco no título.

Por fim, Thunderbolts* é um grande acerto da Marvel. Um filme que diverte, instiga, surpreende, deixa aquele gostinho de “quero mais” e, claro, traz de volta personagens que ninguém mais ligava e agora estamos loucos pra ver de novo! Mudou o mundo? Não, mas divertiu e muito!

Lembrete: há duas cenas pós-créditos; a primeira, dispensável; a segunda, FF... com dois Fs maiúsculos!

Ficha técnica

Thunderbolts*

Direção: Jake Schreier

Roteiro: Eric Pearson, Joanna Calo

Elenco: Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, Chris Bauer, Wendell Pierce, David Harbour, Hannah John-Kamen, Julia Louis-Dreyfus

2 de maio de 2025 nos cinemas

2h 6min

Ação, Fantasia

Foto do autor
Sobre o Autor

Diego Salomão

Diego Martins Salomão nasceu em São Paulo. Touro com ascendente em escorpião, é um corintiano fanático por futebol, música e filmes do universo geek. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, trabalhou como assessor de imprensa, repórter de pesca, redator publicitário e até auxiliar de TI. Atualmente trabalha com revisão de livros e audiobooks, além de palestras e cursos sobre técnicas de redação.